Copa 2010: Técnico da Espanha rejeita rótulo de principal favorita ao título da Copa

- Há um pensamento geral de que o normal seria que a Espanha ganhe a Copa, mas não é assim. Temos 31 rivais e alguns deles tem um nível tão bom ou melhor que o nosso e, inclusive, antecedentes melhores. Estamos bem, mas a Copa é algo especial. Temos de saber jogar e o equilíbrio no futebol é o mais importante. Não dá para vacilar nem contra Honduras, porque seria a primeira pedra para o fracasso. Nós somos nossos piores inimigos - diz.
Apesar de admitir que a Espanha está em um bom momento para ganhar sua primeira Copa do Mundo, Del Bosque não quer estabelecer expectativas exageradas para a seleção.
- Acredito que durante o Mundial ocorre uma valorização em função do resultado e também dos fatores que levaram a ele. Por exemplo, após a Copa na Alemanha, em 2006, quando entramos pela repescagem e caímos nas oitavas, seguimos a mesma linha e, dois anos depois, ganhamos a Eurocopa. Isto demonstra que ganhar é importante, mas também ter uma filosofia adequada.
Para Del Bosque, seria um contrasenso se a seleção espanhola tivesse um técnico estrangeiro, já que existem vários de bom nível no paós. Para ele, a função exige um bom jogo de cintura para driblar os problemas naturais.
- O futebol é injusto e cruel. Podem chegar momentos ruins e espero estar à altura para enfrentá-los. Para ser técnico da Espanha, não posso dar muitos solavancos. Tenho de trabalhar corretamente com os jogadores e ter um sistema de jogo adequado.
Globoesporte.com
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